"Dai-me cem pregadores que nada temam senão o pecado, e nada desejam senão a Deus, e não me importaria se fossem clérigos ou leigos. Com eles eu sacudiria as portas do inferno e estabeleceria o Reino de Deus na terra."


John Wesley

29 de abr de 2009

VALE TUDO para conseguir novos membros? Por Pr. Alexandre Farias


Quando li a noticia na internet e nos jornais de São Paulo (a notícia na integra no final do meu desabafo) que uma igreja conhecida pelo seu trabalho apostólico montou um ringue dentro da igreja, no templo, para promover um campeonato de Vale Tudo, eu imaginei que era uma piada de mau gosto, uma noticia sem fundamento da mídia, uma perseguição ou qualquer brincadeira de um jornalista ateu. Eu torci para que fosse uma das alternativas acima, mas não era!Eu até imaginei que seria uma brincadeira, mas infelizmente, não era. Que idéia mais tosca e repugnante de evangelização!

O meio evangélico já sofre com tantos escândalos, é dinheiro na cueca, na bíblia, é amuletos a gosto do freguês sendo vendidos e comercializados como um amuleto dentro das igrejas. Que tipo de líderes que adotam a pancadaria como meio de evangelização?

Um dos membros ainda me envia um e-mail dizendo que a luta é oficializada e legal. Graças a Deus que não legalizaram a prostituição e a maconha. Já não basta ver o bispo dizer que batizaria uma moça que está no homossexualismo sem nenhum problema, agora eu leio esta aberração no evangelho. Vou me deter em comentar algumas partes da noticia que saiu em muitos veículos de informação escrita e via net.

Deixo claro que eu me sinto enojado quando leio tal circunstância no meio evangélico. Pois a vida do meu Jesus valeu a minha salvação, foi derramado o seu sangue para que os meus pecados fossem perdoados. O seu sangue não é um suco de lanchonete para ser desvalorizado deste modo.Vamos a notícia.

ALCANÇAR OS JOVENS ATRAVÉS DA PANCADARIA?!?

A notícia traz o depoimento do Bispo explicando qual é o objetivo do campeonato de vale tudo: "Queremos atrair mais jovens". Promover pancadaria é estratégia para evangelismo?

Chego à conclusão que algumas igrejas não têm nenhum senso do ridículo e temor a Deus para alcançar novos membros. VALE TUDO MESMO!

As palavras de Augustus Nicodemos em seu livro “O que estão fazendo com a Igreja”, são bem propícias aos dias de hoje: É evidente a crise gigantesca em que os evangélicos se encontram: Indefinições quanto aos rumos teológicos, multiplicidade de teologias divergentes, falta de liderança com autoridade moral e espiritual, derrocada doutrinária, ascensão de líderes totalitários que se autodenominam pastores, bispos e apóstolos”.

Creio que para levar a Palavra de Deus aos jovens eu necessito promover pancadaria, deixar com que os jovens participem e veja esta pancadaria para que o Espírito Santo o alcance. Será que é através de socos e ponta pés que o jovem é alcançado pelo evangelho?

A Palavra e o Espírito Santo são suficientes para fazer com que o homem se arrependa dos seus erros e delitos (João 16 v. 7-11). O evangelismo não deve ser antropocêntrico, muito menos violencentrico, mas Cristocêntrico, o “cogito” não é o mais importante no evangelismo, mas a mudança do cogito.Se ganho o jovem promovendo a pancadaria, que tipo de jovem eu vou ter na igreja?

Evangelizar os lutadores de Vale tudo é uma coisa, mas promover lutas de vale tudo dentro da igreja é outra bem diferente. Eu me desespero ao ler este tipo de noticia que envolve os evangélicos, isto me leva a ter certeza absoluta que eu não preciso ser apostólico. Pois eu tenho o sumo apóstolo que é Jesus em minha vida.

O CULTO COM UM JOVEM ESTIRADO NO CHÃO

O inicio do culto já não é mais lendo a palavra de Deus, ela já não ganha espaço nos cultos neo pentecostais, a tática é outra e esta registrada no artigo: “Dois, três, quatro rounds e, com o perdedor estirado na lona, o pastor Mazola encerra a primeira série de lutas e anuncia o início do culto.” Deixar que pancadaria role solta e depois de alguns tapas, socos, pontapés e o sangue escorrendo pela boca de um jovem estirado na lona de um ringue – este é o ambiente certo para começar um culto a Deus ?

Este deve ser um momento “bem espiritual” para começar um culto ou dar a palavra de ser um gideão. Afinal, somos apostólicos e tudo que estamos fazendo é direção e tem a benção apostólica.

Será que depois disto eles cantam: “Somos um corpo, e assim bem ajustado, totalmente ligados, unidos, VIVENDO EM AMOR, UMA FAMÍLIA, sem qualquer, falsidade, vivendo a verdade... Eu fico imaginando esta moçada cantando a parte que ressalta a importância do irmão - um olhando para o outro e cantando – “Eu preciso de ti, querido irmão...Precioso é para mim, querido irmão.” O cara estirado deve estar arrebatado de tanto sentir a “presença de Deus”.

Eu me pergunto: Para que o outro precisa do irmão?

AH, Já sei! Ele precisa do irmão para ter quem esmagar na lona, para ser o seu saco de pancada e deixar com que aquela cena “cristã” venha ser motivo de ganhar outros jovens.A inversão de valores está à solta no mundo neopentecostal!Daqui a pouco estão fazendo “Astros do Ringue Gospel!”

O pragmatismo neopentecostal passa dos limites! Fico imaginando qual seria o texto chave para este tipo de evangelismo...acho que já sei. 1º Samuel, 18:7 “E as mulheres, dançando, cantavam umas para as outras, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez milhares."

Se VALE TUDO levar um jovem a sentir necessidade de ter Jesus como o seu salvador, tirar um texto para conseguir um pretexto é algo que nem precisa ser levado em conta.

ERA SÓ QUE FALTAVA...VAMOS SOCAR CONSCIENTES!

Dos pontos destacados pelo autor da matéria diz: “Sem álcool e cigarro, mas com a pancadaria tradicional do esporte, o festival reuniu freqüentadores de academias da região para se enfrentarem no ringue colado ao altar. O público (bermuda, chinelo, tatuagem) vibrava.”

Socar sóbrio é mais evangelístico.

Até porque beber é pecado, enfiar o pé na cara do outro até ver o “irmão” estirado no chão não é. Pedrão seria o mascote deste campeonato. Acredito que posso encontrar um momento sóbrio neste evento, pois nem tudo está perdido! A idéia pode até ter um momento de lucidez, mas só um momento.

O momento que o pastor dá o seu testemunho e conta sobre os tempos em que usou drogas, depois disto ele fez o apelo.

A matéria diz:"Cerca de 60 jovens entregaram a vida para Jesus", diz Miglioli, que cadastrou nomes e telefones dos convertidos.

Mas será que foi o VALE TUDO que levou os jovens a aceitarem Jesus ?

Será que não existi outro método para alcançar estes jovens?

Será que eu preciso me fazer como um deles para levar a palavra de Deus até eles? Se a sua resposta for sim, graças a Deus que eles não tiveram a idéia de evangelizar prostitutas.

DA COMUNHÃO – ENTRA A PANCADARIA NOVAMENTE.

Agora, a noticia ainda diz: “Culto encerrado, a luta continua -até depois das 3h30, cinco horas após começar. Satisfeita, a igreja fará outro campeonato neste ano.” Este tipo de atitude parece àquelas missas do movimento carismático que você vê na TV.

Aquelas que quando você pega para assistir no meio do programa, não sabe se é um culto ou uma missa. Eles começam bem, tem padres que pregam maravilhosamente bem, parece até um culto pentecostal, mas no final – detonam tudo levando a adoração a Maria.Eu tenho a impressão que alguns católicos querem ser evangélicos e alguns evangélicos querem ser qualquer coisa, menos evangélico.

Neo pentecostalismo passa do misticismo católico e afro brasileiro para promover atitudes violentas, mas tudo em “nome de Jesus”.

Está na hora de servir comidas as ovelhas e não buscar entretenimento para alimentar bodes.

Que Jesus é este que eles querem que estes jovens aceitem?

Deus abençoe.
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Leia a matéria que saiu na Folha na integra (abaixo).
Igreja Renascer monta ringue de vale-tudo em templo para atrair mais jovens a culto em SP
APU GOMESrepórter-fotográfico da Folha de S.Paulo
DANIEL BERGAMASCOda Folha de S.Paulo

Dois, três, quatro rounds e, com o perdedor estirado na lona, o pastor Mazola encerra a primeira série de lutas e anuncia o início do culto.

É 1h da madrugada de sábado e o templo da Igreja Renascer em Cristo em Alphaville, na Grande São Paulo, abriga seu primeiro campeonato de vale-tudo, esporte de combate que mescla modalidades como boxe e caratê. "Queremos atrair mais jovens", conta o bispo Leandro Miglioli, 33, de jeans e camiseta polo.

Sem álcool e cigarro, mas com a pancadaria tradicional do esporte, o festival reuniu frequentadores de academias da região para se enfrentarem no ringue colado ao altar. O público (bermuda, chinelo, tatuagem) vibrava. O locutor do embate ficava no palco onde os pastores fazem as pregações. Na pausa para louvor no mesmo local, o pastor Mazola (cabeça raspada e camiseta regata de lutador) contou que já foi usuário de drogas e convocou os presentes a se converterem."Cerca de 60 jovens entregaram a vida para Jesus", diz Miglioli, que cadastrou nomes e telefones dos convertidos.

Culto encerrado, a luta continua -até depois das 3h30, cinco horas após começar. Satisfeita, a igreja fará outro campeonato neste ano.

"Um ringue ao lado do altar é inusitado, mas não extraordinário entre evangélicos", diz a antropóloga Clara Mafra, pesquisadora da religião. "Nos anos 1940, eles introduziram no Brasil guitarras em cultos. Nos anos 1950, a Assembleia de Deus fez concursos de miss entre as irmãs e não deu certo. A junção de sagrado e mundano causa estranheza, que pode ser ruim ou ter apelo como bom marketing religioso

Jiu-jitsu

Duas vezes por semana, o mesmo templo da Renascer fica aberto para treinos de jiu-jitsu.

"Quem vem aprende esporte e larga os vícios do mundão", diz Emerson Silva, 27, que se diz cético sobre as polêmicas envolvendo a igreja (prisão dos líderes por sonegação e críticas pela queda do teto de um templo que deixou nove mortos).

As lutas acontecem no fundo da igreja, após os cultos. "O primeiro foco é Deus, mas o esporte ajuda os jovens", diz Filipe Farias, 18, frequentador também da igreja Bola de Neve, que adota sintonia com esporte --no caso, uma prancha de surfe sobre o púlpito.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u533375.shtml

Mãe vai à Justiça e pede R$ 1,3 mi por morte de filha em queda de teto na Renascer

A mãe de uma garota de 14 anos que morreu na queda do teto da Igreja Renascer em Cristo, em janeiro deste ano em São Paulo, recorreu à Justiça para pedir indenização no valor de R$ 1,370 milhão pela morte da garota.

O teto da sede da igreja, localizado no Cambuci (centro de São Paulo), desabou no dia 18 de janeiro deste ano deixando nove mortos e cerca de uma centena de feridos.

A ação foi protocolada no início da tarde desta segunda-feira no cartório do Fórum Central Cível João Mendes Júnior, no centro de São Paulo, e será publicada amanhã no "Diário Oficial" da Justiça. Procurada, a igreja informou que não irá se manifestar em relação ao assunto.

Elaine Lacerda do Nascimento Uchoa de Britto é mãe de Gabriela Lacerda do Nascimento Uchoa Britto, 14, uma das nove pessoas mortas na tragédia, todas mulheres.

A advogada Gleice Raquel Valente Mendoza, que defende Britto, afirma antes de protocolar a ação tentou um acordo com o representante jurídico da empresa e também com bispos, sem sucesso. Recentemente a própria Renascer declarou que nem mesmo as casas que foram atingidas devido a queda do teto não foram reformadas.

Danos

A ação pede o pagamento de R$ 1,2 milhão por danos morais. A mãe pede ainda que seja pago 2/3 do salário mínimo como forma de pena indenizatória (danos materiais) até que a garota completasse 65 anos, tratamento psicológico para ela e o filho e também um salário mínimo para uma pessoa cuidar do filho dela enquanto ela trabalha.

Uma cópia da inicial do processo que a reportagem da Folha Online teve acesso informa que logo após o desabamento do teto da igreja, ela perdeu documentos pessoais e as chaves de casa. Ela relata que pediu à igreja que providenciasse um chaveiro, o que foi negado, segundo sustenta.

Britto afirma que ficou emocionalmente abalada pelo tratamento de recebeu da igreja logo após a morte da filha. A ação informa ainda que a denominação ofereceu um caixão popular para realizar o enterro em Diadema (Grande SP). A inicial da ação protocolada hoje informa ainda que a Renascer indicou que no corpo da jovem fosse vestido com roupas doadas.

Ela voltou a informar o que já havia dito a jornalistas, de que nem mesmo ela nem a filha frequentavam reuniões da denominação. À época a Renascer sustentou que elas eram sim participantes de cultos realizados.

O processo foi distribuído à 1ª Vara Cível. A própria defesa reconhece que o processo pode demorar anos até que seja dada uma decisão final.

Fonte: Folha Online

27 de abr de 2009

Uma pergunta complicada - Quem incitou Davi a ordenar o censo?

Quem incitou Davi a ordenar o censo?
Estas passagens é uma contradição?

1- De acordo a 2Samuel, cap 24, foi Deus.
2 -De acordo a 1Crônicas, cap 21, foi Satanás.
A bíblia é soberana e linda.
Vamos pensar sobre um atributo de Deus – A onipotência.
Esta passagem não possui nenhuma contradição, mas demonstra a soberania de Deus até sobre o inimigo.
Um dos atributos que Deus possui é a onipotência (Dele emana o poder). Deus é capaz de fazer todas as coisas e tem o controle de todas as coisas.
Deus possui o poder de controlar até o inimigo, fazer com que ele seja instigado para que a vontade Dele seja feita.
Olhando para a passagem de Jó, o diabo estava no céu fazendo o que? Dando relatório.
Depois que o diabo disse a Deus que Jô o servia apenas porque tinha de tudo, Deus deu permissão ao diabo para tocar em sua vida até certo ponto. Isto fez com que a humanidade soubesse que Deus tem o poder e controle até sobre o inimigo.
Salmos 147 v. 5: "Grande é o nosso Senhor, e de grande poder; não há limite ao seu entendimento."
Sendo assim, Deus incitou o diabo para demonstrar a nós que existem homens que escolhem viver adorando-o não por interesse materiais e pessoais, mas por escolha própria.
Olhando para a passagem de Davi, as duas verdades foram registradas nas Escrituras Sagradas.
Mesmo que satanás tenha sido citado, ele foi incitado pela vontade de Deus. Se ele foi instigado por Deus, a Vontade de Deus também existiu e as Escrituras Sagradas registram as duas vontades, mas uma soberana sobre a outra.
NADA ACONTECE SE NÃO FOR DEBAIXO DA VONTADE DE DEUS
Mateus 10v. 29 - 30 - "Não se vendem dois passarinhos por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai. E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados."
Mesmo que satanás tivesse o objetivo de destruir o povo de Deus, isto não aconteceu, a vontade de Deus foi realizada.
O diabo queria matar Davi e seu povo, mas Deus queria humilhá-los e ensinar uma lição espiritual.
Posso concluir que: Deus instigou satanás para que instigasse o censo, para que o seu objetivo fosse alcançado, que era ensinar o povo fosse realizado.
Uma vontade debaixo de outra vontade.
Tanto Deus como satanás estiveram envolvidos nesta situação, mas Deus estava no controle.
Qual era o propósito de satanás?
Matar, roubar e destruir.
Satanás tentou matar o Filho de Deus, Jesus, mas quem instigou a morte de Jesus através dos sacerdotes?
Deus instigou satanás para que matasse Jesus, sendo assim, a remissão dos pecados veio através da vontade do Pai.
Para Satanás, se ele conseguisse matar Jesus, tudo acabaria e ele teria a sua vitória. Mas a morte de Jesus foi à vitória e não a derrota. Certamente ele espargiu o seu sangue para remir o pecado do ser humano (Ap. 1v. 5).
Mesmo que o diabo tenha incitado a multidão para gritar – Solte Barrabas, Crucifica Jesus! Qual era a vontade do pai?
Então, ambos estiveram envolvidos na crucificação de Jesus – mas na soberania de Deus, o objetivo do diabo foi frustrado e o de Deus realizado.
Isto nós vemos na crucificação e na vida de jó.
A vontade de Deus veio em primeiro lugar, Ele instiga o diabo.
Então – A vontade está debaixo de outra vontade, mas esta é soberana.
Mesmo que o diabo apareça, Deus possui a sua vontade soberanamente.

Empresa de Santa Catarina lança água "100% Jesus" para público evangélico.

Com a campanha "hidrata o corpo e a alma", um empresário de Santa Catarina vai lançar no próximo mês a água mineral "100% Jesus". De olho no público evangélico, as garrafas terão mensagens bíblicas.

Por enquanto, há oito tipos de rótulos disponíveis: quatro para água sem gás e outros quatro para água com gás. Um deles leva o salmo 23: "O Senhor é o meu pastor, nada me faltará.Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas. Refrigera a minha alma [...]". A água não tem nenhum poder de cura. É uma água comum.
"Se Deus quiser, vai ser um sucesso", diz Christian Cavalcanti, 38, evangélico e proprietário da marca. "Como o mercado de água é um mercado muito competitivo e existem milhares de marcas, pensei em algo diferente. Daí, veio a ideia, até por eu ser evangélico, de criar alguma coisa focada no público evangélico."

Cavalcanti conta que a embalagem foi escolhida em uma enquete feita com 1.500 fiéis de diversas igrejas evangélicas. "Evangélicos mais extremos foram contra a marca. Respondi comentários como: 'mais um para tirar o dinheiro da gente'. Outros falaram que não deveríamos usar o nome de Jesus em vão. Mas foi a minoria."

O lançamento deve ocorrer no 27º Encontro Internacional de Missões dos Gideões, encontro evangélico, em Balneário Camboriú, que começa no dia 25 de abril. A produção começa com 500 mil garrafas de 500 ml, a partir de R$ 0,50. A pretensão dele é vender o produto nacionalmente. Em maio, Cavalcanti diz que quer lançar o refrigerante "100% Jesus" e, em junho, o macarrão instantâneo evangélico (com um jogo de perguntas sobre temas religiosos), leite longa vida, arroz e feijão.

"A minha intenção é colaborar com a evangelização e levar a palavra às pessoas", afirma ele, que pertence à Igreja Pentecostal do Caminho, de Santa Catarina.
Segundo Cavalcanti, 10% de tudo o que for vendido será doado a igrejas evangélicas, que estão sendo cadastradas (uma espécie de dízimo). Ele diz ter registrado a marca 100% Jesus no país e que pretende registrá-la mundialmente.
Para Ciro Eustáquio, da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, a iniciativa do empresário é uma "forma de divulgar o evangelho" e "despertar as pessoas para uma verdade".
As informações são da Folha Online.

FERNANDINHO - Nada Além do Sangue

Clip da Peça Teatral Jó - Grupo de Teatro Jeová Nissi

Heroinas da Fé - Elas merecem o nosso respeito


O machismo e a intolerância contra a mulher não parou e não deixou de ser praticada por alguns homens. Em alguns lugares do mundo, a mulher já é desvalorizada quando nasce. O marido quer ter filhos homens, se nascer uma menina, a culpa é da mulher.
O grande problema é que pela medicina, a culpa é do marido. É ele que define o sexo da criança. Deus é maravilhoso! Colocou esta responsabilidade no homem para que ele não culpe a mulher pelo filho que nasce, mas a ignorância ainda impera em alguns lugares.
As mulheres da Bíblia também passaram alguns momentos difíceis e são esquecidas e mal compreendidas. Quando alguém fala de Eva, o que vem em sua mente?
Eva é lembrada pelo pecado, mas nunca pela angustia de ter perdido um filho morto por outro filho. Você já parou para pensar o que ela sofreu em ver um filho morto por outro?
Nunca foi lembrada pela angustia que sentiu algumas vezes, sozinha, sem uma amiga para compartilhar suas aflições, seus desejos e suas dores.
Já parou para pensar sobre a mulher de Noé que teve que agüentar as mulheres tirando uma com a cara dela porque seu marido resolveu construir um barco onde nem havia um lago por perto?
Já parou para pensar sobre a angustia que ela sentiu lembrando-se da sua família quando ela entra na arca, a porta se fecha e escuta a chuva ! Ela sabia que todos iriam morrer. E a angustia de ter que sair daquela arca e colocar os seus pés no barro e saber que a responsabilidade de repovoar a terra também era dela.
E Bate-Seba que é lembrada quase sempre como aquela mulher que Davi olhou nua do seu palácio, mas não como uma mulher que gerou o homem mais sábio do mundo. Que teve que ceder às vontades do rei naquele momento de desejo real e nunca é lembrada pela dor que sentiu na morte de seu marido.
O que dizer de Maria que é lembrada pelos evangélicos pela idolatria da qual nem tem culpa nenhuma, não foi ela que se colocou como santa, mas os homens que deram este titulo a ela.
Ela nunca disse que era sem macula, uma deusa, uma mãe que pede e o filho obedece.
O seu sofrimento é esquecido, dificilmente lembram de uma mulher que sofreu ver seu filho sofrendo naquela cruz.
O que dizer de Maria Madalena que até hoje é considerada uma prostituta pelos pregadores e nem temos respaldo bíblico para tal afirmação!
A história das mulheres da bíblia nos ensina muitas coisas que a história de muitos homens. A perseverança de Ana não pode ser esquecida por nós. Uma mulher que queria ter um filho e Deus deu a ela um homem abençoado, Samuel. Elas nos dão uma lição de vida.
Mas não são apenas elas que nos ensinam algo que fortaleça a nossa fé. Existem mulheres nos dias de hoje que são verdadeiras muralhas da fé. Mulheres que perderam seus maridos, filhos, viram suas filhas serem estupradas por amor a palavra de Deus, por levar a Palavra de Deus a lugares que são proibidos.
Quantas mulheres são estupradas por dizer que Jesus é o seu salvador. Muitas mulheres sofrem por ler a Bíblia, falar de Jesus a suas amigas, cantar louvores ao Senhor e adorá-lo. Você já parou para pensar sobre isso?
O mês de Março é considerado o mês da mulher, eu quero levar até você algumas histórias de mulheres que sofrem por amor a Cristo. Elas merecem o nosso respeito, as nossas orações e a nossa atenção.
Quero desafiar você a ler estas histórias e perguntar a si mesmo: EU SOFRERIA O QUE ESTAS MULHERES SOFRERAM POR AMOR A JESUS?
Estas são histórias verídicas que aconteceram a poucos dias atrás e que não são conhecidas pela maioria dos cristãos.
Garota é estuprada por ser cristã
PAQUISTÃO (13º) - Seis homens não identificados assaltaram um povoado no Paquistão, na noite de 10 de janeiro. Quando eles perceberam que um dos donos da casa que roubavam era cristão, eles estupraram uma garota de 14 anos em frente aos pais dela, só para afrontar sua fé.
Os seis homens, armados, arrombaram duas casas muçulmanas e três casas cristãs, agrediram fisicamente os moradores, levaram dinheiro, TVs, celulares e outros objetos de valor. Depois de assaltarem as casas, eles voltaram para a casa de Rafiq Masih e começaram a ofender ele e sua esposa, só por serem cristãos. Não satisfeitos com os estragos já feitos, eles amarraram o casal e estupraram a filha adolescente.
O ataque aconteceu no povoado de Chak, na província de Punjab. As três casas cristãs que foram assaltadas pertenciam a Saleem Masih, Rafiq Masih e Bashir Masih, trabalhadores locais.
Menina cristã mutilada perdoa seus agressores
ÍNDIA (22º) - Extremistas hindus queimaram o rosto de uma menina cristã de 10 anos, infligindo-lhe ferimentos com estilhaços em 40% de seu corpo e forçando sua família a se esconder em uma floresta e fugir para um campo de refugiados no Estado de Orissa.
Mas esse drama não abalou sua fé nem sua gratidão a Deus por esse tempo.
“Natal é tempo de agradecer ao menino Jesus que me salvou do fogo e salvou o meu rosto que estava ferido e desfigurado”, disse Namrata Nayak à agência de notícias Asia News.
O rosto de Namrata foi gravemente mutilado após um ataque com bomba de extremistas hindus na casa onde ela estava em 26 de agosto. Eles arrombaram a casa e a incendiaram enquanto Namrata e seus irmãos se escondiam em um pequeno banheiro. Antes de saírem da casa, eles deixaram uma bomba em uma cômoda, de acordo com o relato.
Enquanto a menina avaliava o que fora destruído, a bomba detonou e queimou seu rosto. A explosão também alojou estilhaços dentro de seu rosto, mãos e costas.
A mãe de Namrata, Sudhamani, veio correndo da floresta, onde tinha se escondido.
“Nós vimos tudo queimado e tememos que alguém tivesse morrido nas chamas”, disse Sudhamani. “Em vez disso, graças a Deus, todos estavam bem. Apenas essa minha filha tinha se ferido. Mas Jesus cuidou dela. Nós a levamos para o hospital em Berhampur ainda inconsciente e gravemente ferida.”
Namrata passou 45 dias se recuperando no hospital. A despeito de todos seus problemas, ela está alegre e dando graças a Deus por tê-la curado.
“Há muita dor e sofrimento, e eu não sei por quanto tempo as forças especiais irão nos proteger”, disse ela ao Asia News. “Mas Natal é um tempo de gratidão. Estou com medo de que meu povo ainda seja atacado, mas essta é a nossa vida. Se Deus me salvou, ele também pode salvar outros cristãos.
”Os agressores hindus juraram outro ataque de grande escala contra os cristãos durante o Natal. A violência começou após os cristãos terem sido culpados pela morte do líder hindu Swami Laxmanananda Saraswati em 24 de agosto. Eles continuam a ser perseguidos embora os maoístas tenham admitido abertamente terem assassinado Saraswati.
Os hindus ofereceram dinheiro, comida e álcool para quem assassinar cristãos e destruir suas casas, especialmente os pastores. Milhares de casas e igrejas foram destruídas, e os cristãos foram forçados a fugir da violência. Muitos foram encharcados com querosene e incendiados após recusarem a renunciar sua fé em Cristo. No entanto, Namrata encoraja os cristãos indianos a perdoar seus agressores hindus.
“Perdoamos os radicais hindus que nos atacaram e incendiaram nossas casas”, disse ela a Asia News. “Eles estavam loucos, eles não conhecem o amor de Jesus. Por esse motivo, agora eu quero estudar para que, quando for mais velha, possa dizer a todos quanto Jesus nos ama. Esse é o meu futuro.” paz”, disse ela. “Quero dedicar minha vida a difundir o evangelho.”
Namrata disse que o plano de sua vida é compartilhar a mensagem do amor de Deus : “O mundo viu meu rosto destruído pelo fogo. Agora, ele deve conhecer o meu sorriso cheio de amor."
Roubo de igreja e estupro de mulher de pastor em Bangladesh
BANGLADESH (43º) - O pastor de uma igreja Batista na vila de Vennabari, a cerca de 100 Km ao sul de Dhaka, disse que, no início do mês de janeiro, muçulmanos o amarraram, roubaram seus quartos na igreja e estupraram sua mulher.
O reverendo Shankar Hazra, 55, da igreja Batista Chaksing, no distrito de Gopalganj, disse que antes de irem embora, os assaltantes profanaram o templo da igreja.
Na noite do ataque, o pastor e sua esposa, 45, foram ao banheiro fora da casa. “De repente, um homem aproximou-se vindo da escuridão e apontou um rifle caseiro no meu peito e me disse para ficar quieto, senão mataria nós dois”, contou o pastor. “Cerca de 7 ou 8 pessoas nos atacaram e amarraram. Eles colocaram uma venda em minha esposa e a levaram para dentro da casa”.
Enquanto o rev. Hazra estava amarrado a um pilar, os assaltantes pegaram as chaves dos cofres e roubaram artigos valiosos: joias de ouro e prata no valor de U$ 500, U$ 300 em dinheiro, celular, televisão, CD players, todas as roupas exceto seu manto e utensílios diversos.“Eles roubaram até os vestidos de minhas filhas”, diz. “Depois de pegarem tudo, estupraram minha esposa.”
Os assaltantes também perguntaram sobre o paradeiro das duas filhas do casal, que foram embora no dia anterior, depois de passarem o Natal e o Ano Novo com os pais. As meninas, de 22 e 20 anos, regressaram aos estudos em distritos separados.
“Se minhas filhas estivessem em casa naquela noite, teriam sido vítimas assim como a mãe”, diz o reverendo.
Depois que os assaltantes foram embora, o reverendo Hazra se desamarrou e encontrou sua esposa inconsciente na cama.
“Meus vizinhos vieram e levaram-na para o hospital mais próximo, e dali ela foi transferida para um hospital maior em Gopalganj, porque suas condições eram muito graves”, disse.“Os assaltantes também arrombaram a porta da igreja, urinaram e defecaram lá”, acrescentou o reverendo Hazra.
Ele e sua esposa estão morando temporariamente com parentes para se protegerem de novos ataques à igreja.

Estas são apenas algumas histórias das heroinas da fé.
Parabéns mulheres de Deus!

26 de abr de 2009

Maçonaria


O profano (iniciante) aproxima-se lentamente com os olhos vendados. Ao entrar na loja, o irmão “experto” toca-lhe o peito com a ponta de uma espada. Então, segue o seguinte interrogatório.
O Venerável pergunta: Vês alguma coisa, senhor?
A resposta do profano é imediata:
– Não, senhor.
O Venerável prossegue:
– Sentes alguma impressão?
Profano:
– O contato de um objeto aguçado sobre o peito.
Venerável:
– A arma cuja ponta sentes simboliza o remorso que há de perseguir-vos se fordes traidor à associação a que desejais pertencer. O estado de cegueira em que vos achais é o símbolo do mortal que não conhece a estrada da virtude que ides principiar a percorrer. O que quereis de nós, senhor?
Profano:
– Ser recebido maçom.
Venerável:
– E esse desejo é filho de vosso coração, sem nenhum constrangimento ou sugestão?
Profano:
– Sim, senhor.
Venerável:
– Previno-vos, senhor, que a nossa ordem exigirá de vós um compromisso solene e terrível... Se vos tornardes maçom, encontrareis em nossos símbolos a terrível realidade do dever.
Depois de submetido a muitas indagações, o profano é conduzido ao altar dos juramentos e ajoelha-se com o joelho esquerdo, pondo a mão direita sobre a constituição e a Bíblia, que devem ter em cima a espada. À mão esquerda, o profano segura o compasso, apoiando-o no lado esquerdo do peito. Daí, todos se levantam e ouvem o seguinte juramento:
“Eu, (nome), juro e prometo, de minha livre e espontânea vontade, pela minha honra e pala minha fé, em presença do Supremo Arquiteto do Universo, que é Deus perante esta assembléia de maçons, solene e sinceramente, nunca revelar quaisquer dos mistérios que sempre ocultarei e nunca revelarei qualquer uma das artes secretas, partes ou pontos dos mistérios ocultos da maçonaria que me vão ser confiados, senão a um bom e legítimo irmão ou em loja regularmente constituída, nunca os escrever, gravar, traçar, imprimir ou empregar outros meios pelos quais possa divulgá-los. Juro também ajudar e defender meus irmãos em tudo o que puder e for necessário, e reconhecer como Potência Maçônica regular e legal no Brasil o Grande Oriente do Brasil, ao qual prestarei obediência. Se violar este juramento, seja-me arrancada a língua, o pescoço cortado, e meu corpo enterrado nas areias do mar, onde o fluxo e o refluxo das ondas me mergulhem em perpétuo esquecimento, sendo declarado sacrílego para com Deus, e desonrado para com todos os homens. Amém”.
Em seguida, o neófito é conduzido para uma sala contígua ao templo, onde já se encontram colocadas duas urnas com espírito de vinho aceso.

Deitado no chão, sobre um pano preto, deve estar um irmão (maçon), como se estivesse morto, amortalhado com a capa do 1º Experto. Todos os irmãos estarão de pé, sem insígnias, e armados de espada que apontam o neófito. Este é então desvendado pelo Venerável e encontra-se subitamente num ambiente lúgubre, com inúmeras espadas voltadas para ele. E ouve as graves admoestações do Venerável:
“Este clarão pálido e lúgubre é o emblema do fogo sombrio que há de alumiar a vingança que preparamos aos covardes que perjuram. Essas espadas, contra vós dirigidas, estão nas mãos de inimigos irrecon-ciliáveis, prontos a embainhá-las no vosso peito se fordes tão infeliz que violeis vosso juramento”.1
Como bem se expressa o Dr. Boaventura Kloppenburg, temos de ponderar que não estamos lendo alguma peça teatral, nem um documento antigo de sombrias épocas de sangue e vingança, mas o ritual prescrito para iniciação no primeiro grau da maçonaria.
Daí a pergunta que não quer calar:

Pode o cristão submeter-se a um ritual e juramento imbuídos de aspectos explicitamente condenáveis pela Palavra de Deus?

Como imaginar até mesmo um pastor diante desse sacramento de iniciação maçônico?

Como congregar, sob o mesmo teto, evangélicos, espíritas, muçulmanos, umbandistas, católicos, budistas, entre outros grupos religiosos, em nome de uma entidade divina conhecida pelo título de ‘Grande Arquiteto do Universo’?

Será que tais pessoas estão de fato adorando o Deus de Abraão, Isaque e Jacó? Ou seja, o Deus da Bíblia?”.
Dá para imaginar, por exemplo, um cristão indo a um templo hindu para participar de uma cerimônia? Tal cristão poderia presumir que, seguindo os rituais hindus, estaria adorando a Jesus, ainda que participando de uma oração grupal a Vishnu?
Suponhamos, ainda, que os hindus concordem em mudar o nome Vishnu para Grande Arquiteto do Universo. Ainda que façam isso, certos elementos dos rituais da adoração pagã, como, por exemplo, andar ou dançar em círculos, hão de permanecer.

Com a substituição do nome “divino”, seria então aceitável ao cristão participar de uma cerimônia de adoração hindu?
E se porventura os hindus permitissem ao cristão participar da liturgia, dos rituais e fazer as orações hindus em nome de Jesus, tal adoração tornar-se-ia cristã?
Escrevendo aos irmãos de Corinto, o apóstolo Paulo disse o seguinte:
“Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou irritaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele?” (1Co 10.20-22).
“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis. Pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que consenso há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Pois vós sois o santuário do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor. Não toqueis nada imundo, e eu vos receberei” (2Co 6.14-17).

Para abonar essa contestação, devemos antes conhecer alguns segredos dessa entidade tão secreta. Primeiramente, analisaremos vários trechos de livros e manuais da maçonaria, embora muitas obras de sua autoria ainda permaneçam na obscuridade para os de fora.

Como referência, tomaremos os livros atuais (nacionais e internacionais), escritos por maçons do mais alto grau, que descrevem o que ocorre dentro das lojas. Ainda que algum maçom negue a autoridade absoluta desse ou daquele autor maçônico, não poderá, no entanto, negar que tais escritos representam a prática e o ensino da maçonaria brasileira e mundial.

A análise que faremos será à luz da Bíblia, a única regra de fé e prática dos cristãos evangélicos (2Tm 3.16,17).
O presente artigo nada mais é do que uma reflexão para saber se existe a possibilidade de uma pessoa poder conciliar ou não o cristianismo e a maçonaria. E também para saber se, ao abraçar as duas, ela está participando de duas religiões ou de uma só.
Se porventura o leitor já tiver sua própria posição a respeito do assunto, que o Senhor Deus o ajude a analisar as informações aqui descritas detalhadamente e, sobretudo, a buscar o conhecimento da vontade de Deus, por meio da orientação do Espírito Santo e da própria Bíblia. Somente assim, querido leitor, você terá condições de reavaliar sua posição e defini-la à luz da Palavra de Deus (Ef 5.17).

Um pouco sobre a maçonariaSegundo afirmações dos próprios maçons, a maçonaria não é uma sociedade secreta. “Isso é calúnia dos adversários”, apregoam. Dizem, ainda, em alto e bom som, que a maçonaria é discreta, não secreta.

Na Constituição do Grande Oriente do Brasil, art. 17, onde se especifica os deveres das lojas, sob a letra p vem a seguinte norma: “nada expor, imprimir ou publicar sobre assunto maçônico, sem expressa autorização superior da autoridade a que estiver subordinada, salvo Constituições, Regulamentos Gerais, Regimentos Particulares, Rituais, Leis, Decretos e outras publicações já aprovadas pelos Poderes competentes. Toda e qualquer publicação atentatória dos princípios estabelecidos nesta Constituição ou da unidade da Ordem sujeitará os seus autores às penalidades da Lei".
É rigorosamente proibido aos profanos (não-maçons) tomar parte nas sessões comuns das lojas, como está relatado no art.19, parágrafo único, da Constituição: “As oficinas, sob nenhum pretexto, poderão admitir em seus trabalhos maçons irregulares; deverão identificar os visitantes pela palavra semestral”.
Com essas declarações de documentos oficiais autênticos, chegamos à conclusão de que a maçonaria é uma sociedade verdadeiramente secreta, no sentido próprio da palavra.

Qual a relação entre o cristianismo e a maçonaria?
Para ser aceito na maçonaria, o profano tem de observar alguns deveres preestabelecidos:
1. “Reconhecer como irmãos todos os maçons regulares e prestar-lhes, e também às suas viúvas, ascendentes ou descendentes necessitados, todo auxílio que puder;
2. Freqüentar assiduamente os trabalhos das oficinas; aceitar e desempenhar, com probidade e zelo, todas as funções e encargos maçônicos que lhe forem confiados, além de esforçar-se pelo bem da Ordem em geral, da pátria e da humanidade;
3. Satisfazer com pontualidade as contribuições pecuniárias que, ordinária ou extraordinariamente, lhe forem legalmente atribuídas;
4. Nada imprimir nem publicar sobre assunto maçônico, ou que envolva o nome da instituição, sem expressa autorização do Grão Mestre, salvo quando em defesa da Ordem ou de qualquer maçom injustamente atacado;
5. Ajudar e proteger seus irmãos em quaisquer circunstâncias e, com risco da própria vida, defendê-los contra as injustiças dos homens;
6. Manter sempre, tanto na vida maçônica como no mundo profano, conduta digna e honesta, praticando o bem e a tolerância, respeitando escrupulosamente os ditames da honra, da probidade e da solidariedade humana, subordinando-se com-preenssivamente às disposições legais e aos poderes maçônicos constituídos;
7. Amar os seus irmãos, mantendo bem alta a flama da solidariedade que deve unir os maçons em toda a superfície da terra”.2
Entre os deveres aqui enumerados, temos de acrescentar o que consta no art.1, parágrafo 1, letra g desta mesma Constituição onde se encontra o “requisito essencial” para os profanos, candidatos à iniciação, sem o qual não serão aceitos: “não professar ideologias contrárias aos princípios maçônicos e democráticos”.
Se ele infringir essas normas, o art. 32, nº 13, confere ao Grão Mestre Geral, ou ao seu substituto legal, a atribuição de “suspender, com motivos fundamentados, para que sejam eliminados pelos Poderes competentes os maçons que professarem ideologias ou doutrinas contrárias aos princípios da Ordem e da Democracia”.
Assim, como o cristão maçom pode compartilhar suas ideologias cristãs aos companheiros de loja?

No Dicionário Filosófico de Maçonaria, de Rizzardo da Camino, 33º grau, membro fundador da Academia Maçônica de Letras, encontramos a seguinte definição para cristianismo:
“A religião cristã, em si, não é adotada pela maçonaria, mas, sim, os princípios cristãos. A maçonaria é adotada em todos os países e proclama a existência de Deus sob o nome de Grande Arquiteto do Universo; não importa a religião que o maçom siga, o que importa é a crença no Absoluto, no Poder Divino, em Deus, seja qual for o nome que se lhe der, como Jeová ou Alá”.3
Como podemos ver nessa de-claração, a maçonaria não adota o cristianismo e, conseqüentemente, não aceita a existência de Jesus Cristo como o único Deus. Negar a crença no Grande Arquiteto do Universo (G.A.D.U.) é impedimento absoluto para a iniciação na maçonaria4, entretanto, é indiferente a crença em Jesus Cristo ou em Buda.

Ainda que em seus rituais os maçons falem em Deus ou do Ser Supremo, ignoram a Santíssima Trindade, não mencionando uma vez sequer o santo nome de Jesus. Na verdade, os maçons jamais se dirigem a Deus mediante a Cristo. Diante disso, o verdadeiro cristão não pode aprovar semelhante abstração do cristianismo e muito menos conviver com esse tipo de coisa.
As características distintas dos deuses das diferentes religiões são outra evidência de que eles não são a mesma pessoa. Por exemplo: Brahma, o deus hindu, engloba em si o bem e o mal; Alá, o deus do islamismo, dificilmente perdoa; mas Yahweh, o Deus dos cristãos, é um Deus zeloso (Êx 34.14).
Algumas religiões são politeístas, ou seja, têm vários deuses (como a dos egípcios e a dos gregos). Outras são monoteístas (como o judaísmo e o cristianismo). Os hindus acreditam na reencarnação, sendo que no hinduísmo pode-se regredir e reencarnar em um animal.

Os cristãos crêem na ressurreição: à volta do espírito no mesmo corpo. Determinadas religiões acreditam na extinção da vida, enquanto outras pregam a imortalidade da alma ao lado de Deus. Há aquelas que dizem que os homens tornam-se deuses após várias reencarnações.

Outras afirmam que só existiu e sempre existirá um único Deus. Diante disso, será que o ser humano pode adorar a deuses tão diferentes (e isso simultaneamente) como se fossem um só?
O sistema maçônico, especialmente o Rito Escocês Antigo e Aceito, pode ser chamado de “deísta”, ou seja, considera a existência de um deus impessoal, destituído de atributos morais e intelectuais, confundindo-se com a natureza5. Os deístas limitam a participação de Deus à criação, como se Ele tivesse deixado o mundo para ser governado pelas leis naturais.6
Esse sistema difere do “teísmo” cristão, no qual Deus é um Deus pessoal e interfere permanentemente no destino da humanidade.
Para entendermos melhor o deísmo maçônico, vejamos a declaração de Rizzardo da Camino: “Cada religião expressa Deus, com nome diferente, como os israelitas que o denominam de ‘Jeová’; isso não importa, o que vale é sabermos que esse Grande Arquiteto do Universo é Deus”.7
Os cristãos, no entanto, não concordam com essas palavras. Não é a mesma coisa adorar o Deus verdadeiro e um bezerro de ouro, como os israelistas fizeram no deserto (Êx 32.1-10; Ne 9.6-31). O Deus da Bíblia é pessoal e único. Ele se preocupa com as pessoas e não abandonou a humanidade. Parece lógico seguir a todos os deuses, porque assim, no final, aquele que for o deus verdadeiro vai se manifestar em prol de seus seguidores. Mas o Deus das Escrituras não aceita ser comparado e muito menos igualado a outros deuses, simplesmente porque não existem outros deuses (Sl 115. 2-9).

O nosso Senhor não aceita concorrência e estabelece que sejamos fiéis ao seu nome: “Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e além de mim não há Deus” (Is 44.6). “... guarda-te para que não esqueças o Senhor, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão. O Senhor teu Deus temerás, a Ele servirás, e pelo seu nome jurarás. Não seguirás outros deuses, nenhum dos deuses dos povos que houver à roda de ti” (Dt 6.12-14).
O indiferentismo perante Cristo é impossível: “Quem não é comigo é contra mim” (Mt 12.30), disse Jesus. Mas o verdadeiro maçom, em virtude dos “princípios estabelecidos” pela maçonaria, não pode estar com Cristo seguindo todos os seus ensinamentos e obedecer a todos os mandamentos maçons. Não é possível ser maçom verdadeiro e regular e, ao mesmo tempo, cristão autêntico e convicto.

A maçonaria é uma religião?
O primeiro e principal dever de cada loja maçônica, de acordo com a determinação do art.17, letra a, da Constituição do Grande Oriente do Brasil, é este: “observar cuidadosamente tudo quanto diz respeito ao espírito e à forma da instituição, cumprindo e fazendo cumprir a Constituição, as leis e as decisões dos Altos Corpos da Ordem”.
Antes de qualquer coisa, vamos analisar o que é religião. No Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, temos a seguinte definição: “culto prestado a uma divindade...”.

Essa definição encaixa-se perfeitamente bem com as palavras de Rizzardo da Camino, 33º grau maçônico, autor de mais de quarenta livros: “O maçom, dentro do templo maçônico, através da liturgia, cultua o grande arquiteto do universo”8.
Com isso fica provado que o que acontece dentro da loja maçônica nada mais é do que um culto de adoração a uma divindade, ao Grande Arquiteto do Universo (G.A.D.U.).
Existe um sistema de adoração dentro das lojas, conforme as palavras do maçom Carl H. Claudy: “As lojas da maçonaria são construídas para Deus. Simbolicamente, ‘construir para Deus’ significa edificar algo em honra, adoração e reverência a Ele. Mal o neófito entra no Portão Ocidental recebe a impressão de que a maçonaria adora a Deus”.9
Vejamos ainda o que diz o importante autor maçônico Henry Wilson Coil, em sua Enciclopédia Maçônica: “A ma-çonaria certamente exige a crença na existência de um Ser Supremo, a quem o homem tem de prestar contas e de quem depende. O que a igreja pode acrescentar a isso, exceto levar o indivíduo à comunhão com aqueles que tenham os mesmos sentimentos?... É exatamente isso que a Loja faz”.10
Como a maçonaria exige a crença no Grande Arquiteto do Universo e na imortalidade da alma para que o candidato se torne maçom, isto se torna uma grande evidência de que essa entidade é religiosa e possui um credo ou uma doutrina.
Na cerimônia de admissão e a cada passagem de grau são feitos juramentos que nada mais são do que promessas ou profissões de fé no Grande Arquiteto do Universo e na fraternidade maçônica.
Diante de tudo o que vimos, como fica então? Podemos chamar a loja de templo, mas não de igreja? De fraternidade, mas não de religião? As invocações lá realizadas não são adorações? As liturgias não são cultos? A iniciação não é um tipo de batismo?
Será que as pessoas que insistem em negar a religiosidade da maçonaria não estão com as mentes fechadas? Ou será que escondem que a maçonaria é uma religião para que possam infiltrar-se nas igrejas? Uma coisa é certa: o cristão maçom pode negar que freqüenta duas religiões ao mesmo tempo, mas a sua declaração não muda os fatos.
Praticantes da maçonaria
Sabemos que a maçonaria aceita qualquer pessoa, independente de seu credo religioso. A loja recebe muçulmanos, espíritas, budistas, entre outros, como membros. E também satanistas, magos e bruxos, inclusive nos mais altos graus. Nomes como Aleister Crowley, Albert Pike, Lynn F. Perkins (fundador da Nova Era), Jorge Adoum (Mago Jefa), Charles W. Leadbeater e o mágico Manly P. Hall11 constam de sua lista de participantes.
William Schnoebelen conta que era bruxo quando foi admitido na maçonaria. Para ele, o G.A.D.U. era o próprio Lúcifer (o diabo). Com o tempo, ele descobriu outros satanistas que também faziam parte do grupo12. Parece difícil conciliar cristãos e satanistas sob o mesmo teto, mas isso realmente acontece na maçonaria. Albert Pike, um dos grandes líderes maçons, escreveu que Lúcifer é deus e “portador da luz” e que a maçonaria deve seguir a doutrina luciferiana:
“A religião maçônica deve ser, por todos nós iniciados do alto grau, mantida na pureza da doutrina luciferiana. Se Lúcifer não fosse deus, será que Adonai, cujas ações provam sua crueldade, perfídia e ódio pelos homens, barbarismo e repulsa pela ciência, e seus sacerdotes o caluniariam? Sim, Lúcifer é deus, e infelizmente Adonai também é deus. Pois a lei eterna é que não há branco sem o preto, pois o absoluto só pode existir como dois deuses: as trevas são necessárias como moldura para a luz, assim como o pedestal é necessário para o que é imponente... Desta forma, a doutrina do satanismo é uma heresia; a religião filosófica pura e verdadeira é a crença em Lúcifer, o equivalente de Adonai; mas Lúcifer, deus da luz e deus do bem, está batalhando pela humanidade contra Adonai, o deus das trevas e do mal”.13
No hebraico, o termo Adonai significa literalmente “Senhor” ou “Mestre”. É sinônimo de Yahweh (transcrito como “Senhor” na Bíblia de Almeida) e Elohim (traduzido “Deus”, ou seja, o nosso Deus). Albert Pike diz, absurdamente, que o nosso Deus é o deus das trevas, que odeia os homens! Que contraste com a revelação bíblica, que afirma: “Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí” (Jr 31.3).

E ainda: “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1Jo 4.10).

A maçonaria não aceita, e nem poderia aceitar, o cristianismo, porque é impossível conciliar cristianismo e satanismo. O Deus que para nós é o Deus do bem, para o líder maçom é o deus do mal. Será que o cristão pode submeter-se a isso: adorar o Grande Arquiteto do Universo (G.A.D.U.), que na maçonaria pode ser o próprio diabo?

O valor da Bíblia
Na Enciclopédia Maçônica de Coil, lemos o seguinte: “A opinião maçônica prevalecente é a de que a Bíblia é apenas um símbolo da Vontade, Lei ou Revelação Divina, e não que o seu conteúdo seja a Lei Divina, inspirada ou revelada. Até hoje, nenhuma autoridade tem mantido que um maçom deve acreditar na Bíblia ou em qualquer parte dela”14.

Para a maçonaria, a Bíblia é “uma das três grandes luzes emblemáticas”, sendo colocada no mesmo patamar dos seus símbolos (esquadro e compasso).
Mesmo que Coil não negasse o conteúdo divino da Palavra de Deus, esta atitude comparativa já seria suficiente para demonstrar que a Bíblia não é mais importante do que os símbolos maçônicos. Além disso, segundo a doutrina maçônica, ela pode ser substituída por qualquer outro livro de religião fluente no país.
Nos países islâmicos, por exemplo, usa-se o Alcorão, em Israel, a Torá etc. Alguns maçons dizem que a Bíblia é um “livro sagrado” para a loja, mas se ela pode ser substituída por outros livros, então não é sagrada, já que um objeto sagrado é insubstituível.
Oliver Day Street, outro erudito da loja, chega a dizer o seguinte: “Nenhuma loja entre nós deve ser aberta sem sua presença (da Bíblia). Mesmo assim, ela não é mais do que um símbolo... Não há nada de sagrado ou santo no mero livro. É só papel comum... Qualquer outro livro com o mesmo significado serviria...”.15

Outro maçom, J.W. Acker, afasta qualquer semelhança entre a maçonaria e o cristianismo bíblico ao declarar: “Os judeus, os chineses, os turcos, cada um rejeita ou o Antigo ou o Novo Testamento, ou ambos, e ainda assim não vemos nenhuma boa razão por que não se devam tornar maçons. Na verdade, a Maçonaria da Loja Azul nada tem a ver com a Bíblia. Não se fundamenta na Bíblia. Se assim fosse, não seria Maçonaria”.16

Se para os maçons a Bíblia é apenas um enfeite ou uma parte da mobília da loja17, a opinião dos cristãos é diferente, pois, de acordo com o apóstolo Pedro, “... nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.20,21).
A Bíblia é a revelação de Deus aos homens!

Uma questão de escolha
Ser religioso não significa apenas freqüentar um local para prestar culto. É muito mais que isso. Ser religioso é seguir fielmente a doutrina que professa. Se a pessoa crê em Cristo, deve ser de Cristo. Se acredita no Alcorão, deve ser islâmica.

Não importa se o caminho que escolheu é certo ou errado. Deve ser firme, convicta. Lembremo-nos do que Cristo disse em Mateus 12.30: “Quem não é por mim, é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha”.
Muitos maçons se dizem religiosos porque são líderes em suas Igrejas e ajudam os pobres. Publicamente louvam a Deus, mas no ambiente maçônico ajoelham-se diante do pentagrama e adoram os símbolos dos deuses do Egito e do pecado.
É uma pena que, apesar da controvérsia sobre o assunto, muitos cristãos ainda insistam em ser maçons, demonstrando que não são capazes de abdicar de seus interesses pessoais ou de uma série de interesses em prol da obra do Senhor Jesus.

Ao invés de buscarem a união na Igreja, insistem em ser causa de divisão (Ef 4.3). Muitos demonstram e chegam a declarar abertamente que, se for preciso escolherem entre a loja e a Igreja, preferem permanecer na loja. É mesmo o fim dos tempos. Quantos estão apostatando da fé. Suas mentes estão cauterizadas (1Tm 4.1,2; Hb 3.12-19; 2Tm 4.3,4).
A verdade é que os maçons têm a maçonaria como uma religião, isto é, defendem-na como uma religião, freqüentam-na como uma religião. Muitos chegam a dizer que encontraram nessa entidade “paz” e “comunhão” que não encontraram na Igreja!18
Mas será que o mundo pode oferecer paz semelhante à que Cristo dá? O que Jesus diz em João 14.27?
A Palavra de Deus afirma que aquele que não concorda com as sãs palavras de Cristo é causador de questões e contendas (1Tm 6.3-5). Se a maçonaria se torna, cada vez mais, motivo de confusão e controvérsia entre os irmãos cristãos, por que insistir nessa dissensão?
“Porque Deus não é de confusão; e, sim, de paz” (1Co 14.33). Dissensões e facções são obras da carne (Gl 5.19-21). O cristão que abraça a maçonaria escandaliza outros irmãos e coloca dúvidas nos recém-convertidos, que se confundem com opiniões divergentes dentro da Igreja.
O cristão maçom não leva apenas problemas para a Igreja, mas também para a sua casa. Ao chegar da loja, não pode contar nada do que aconteceu lá. É uma situação difícil para o lar cristão: o marido escondendo coisas da mulher.

A esposa é aquela para quem ele jurou fidelidade e lealdade. É a sua companheira até que a morte os separe que não pode saber o que ele está fazendo fora de casa.
Além da esposa, os filhos e outros familiares passam a viver em um ambiente de mistério e segredos. E isso não agrada o nosso Deus, que quer que sejamos sinceros e falemos sempre a verdade.
Os enigmas de Sansão trouxeram sérios problemas para a sua vida familiar (Jz 14.10-14). Não podemos nos esquecer disso!
GRAUS DO RITO ESCOCÊSLOJA OU GRAUS SIMBÓLICOS
1. Aprediz
2. Companheiro
3. Mestre
GRAUS CAPITULARES
4. Mestre Secreto
5. Mestre Perfeito
6. Secretário Íntimo
7. Chefe e Juiz
8. Superintendente do Edifício
9. Mestre Eleito dos Nove
10. Ilustre Eleito dos Quinze
11. Sublime Mestre Eleito
12. Grande Mestre Arquiteto
13. Mestre do Arco Real de Salomão
14. Grande Eleito Maçon
15. Cavaleiro do Oriente ou da Espada
16. Príncipe de Jerusalém
17. Cavaleiro do Leste e Oeste
18. Cavaleiro da Ordem Rosa Cruz
GRAUS FILOSÓFICOS
19. Grande pontífice
20. Grande Ad-Vitam
21. Patriarca Noachita ou Prussiano
22. Cavaleiro do Machado Real
23. Chefe do Tabernáculo
24. Príncipe do Tabernáculo
25. Cavaleiro da Serpente de Bronze
26. Príncipe da Misericórdia
27. Comandante do Templo
28. Cavaleiro do Sol
29. Cavaleiro de Santo André
30. Cavaleiro Cadosh
GRAUS SUPERIORES
31. Inspetor Inquisidor
32. Mestre do Segredo Real
33. Grande Soberano Inspetor Geral
SÍMBOLOS DA MAÇONARIA
ESQUADRO
Significa a retidão, limitada por duas linhas: uma horizontal que representa a trajetória a percorrer na Terra, ou seja, o determinismo, o destino; e a outra vertical, o caminho para cima, dirigindo-se ao cosmo, ao universo, ao infinito, a Deus.
COMPASSO
Traça círculos e, abrindo e fechando, delimita espaços. Representa o senso da medida das coisas. Significa a medida das coisas.
NÍVEL
Representa a igualdade. Todos os homens devem ser nivelados no mesmo plano.
PRUMO
Indica que o maçom deve ser reto no julgamento, sem se deixar dominar pelo interesse, nem pela afeição.
CINZEL
Sugere o trabalho inteligente.Instrumento manejado pelo aprendiz com a mão esquerda. Como o cinzel é uma ferramenta que exige uma participação de outra (o malho), representa a inteligência humana, que isolada nada constrói.
PENTAGRAMA
Representação de um homem de pé com as pernas abertas e os braços esticados: indica o ser humano e a sua necessidade de ascensão.
COLUNAS
São três colunas no templo maçônico.Uma significa o lado masculino, a força; a outra o feminino, a beleza; a terceira, a sabedoria.
SOL
É a fonte da vida, a positividade da existência do homem.
AVENTAL
Usado por todos os maçons durante as sessões, o avental representa a pureza, a inocência.
ESPADA
É o símbolo da igualdade, da justiça e da honra. Corresponde à consciência e à presença divina na construção do templo.
DELTA LUMINOSO
Representa a presença de Deus, demonstrando a sua onisciência. É um triângulo com um olho no centro.
Notas:
1 A Maçonaria no Brasil – Orientação para os católicos. Ed. Vozes,
2 Constituição do Grande Oriente do Brasil. 5ª Ed. 1958, p. 12.
3 Camino, Rizzardo da. “Dicionário Filosófico de Maçonaria”. Ed. Madras, p. 47.
4 Camino, Rizzardo da. “Maçonaria mística”. São Paulo: Editora Madras, 1996, p.137.
5 Ankerberg, John; Weldon, John. “Os ensinos secretos da maçonaria” (The Secret Teachings of the Masonic Lodge: A Christian Perspective). São Paulo: Edições Vida Nova, 1990, p.313; Cabral, J. “Religiões, seitas e heresias”. 8ª. Ed. Rio de Janeiro: Editora Universal, 1993, p.27.
6 Horrell, J. Scott. “Maçonaria e fé cristã”. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1995, p.35.
7 Camino, Rizzardo da. “Maçonaria mística”. Ed. Madras, p. 137.8 Camino, Rizzardo da. “Breviário maçônico”. 2a.Ed. São Paulo: Editora Madras, 1997, p.194.
8 Claudy, Carl H. Foreign Countries: A Gateway to the Interpretation and Development of Certain Symbols of Freemasonry. Richmond (U.S.A.), Macoy Publishing, 1971, p. 29.
9 Coil, Henry Wilson. Coil’s Masonic Encyclopedia. New York (U.S.A.): Macoy Publishing, 1961, p. 512.
10 Schnoebelen, William. “Maçonaria, do outro lado da luz” (Masonry - Beyond The Light). 2ª. Ed. Curitiba: Editora Luz e Vida, 1997, p. 207; Ankerberg, John; Weldon, John. “Os ensinos secretos da maçonaria” (The Secret Teachings of the Masonic Lodge: A Christian Perspective). São Paulo: Edições Vida Nova, 1990, p. 306; Adoum, Jorge. “Do mestre secreto e seus mistérios - esta é a maçonaria”. São Paulo: Editora Pensamento, 1997, p. 24.12 Schnoebelen, William. “Maçonaria, do outro lado da luz” (Masonry - Beyond The Light). 2ª. Ed. Curitiba: Editora Luz e Vida, 1997, p.42.
11 A.C. de LaRive. La femme et l‘ enfant dans la Franc, Maçonneirie Universele, Paris, 1889, p.588.
12 Coil, Henry Wilson. Coil’s Masonic Encyclopedia. New York (U.S.A.): Macoy Publishing, 1961, p. 520.
13 Oliver Day Street. Simbolism of the tree degrees, Masonic Service Association, Washington, 1924, p.44-45.
14 Ankerberg, John; Weldon, John. “Os ensinos secretos da maçonaria” (The Secret Teachings of the Masonic Lodge: A Christian Perspective). São Paulo: Edições Vida Nova, 1990, p. 133.
15 Mackey, Albert. Mackeys Revised Encyclopedia of Freemasonry. Richmond (U.S.A): Macoy Publishing, 1966, p. 133. Vol. 1..seseicho-no-ie seendo uma religi simbolo rasileiros e catolicismo romano.m o antigo, assim sendo
16 Claudy, Carl H. Foreign Countries: A Gateway to the Interpretation and Development of Certain Symbols of Freemasonry. Richmond (U.S.A), Macoy Publishing, 1971, p.124.Bibliografia:Dicionário Filosófico de Maçonaria. Rizzardo da Camino. Ed. Madras.Dicionário Maçônico. Rizzardo da Camino. Ed. Madras.Fundamentos da Maçonaria. Rizzardo da Camino. Ed. Madras.Iniciação Maçônica. Rizzardo da Camino. Ed. Madras.Maçonaria Mística. Rizzardo da Camino. Ed. Madras.Rito Escocês Antigo e Aceito. Rizzardo da Camino. Ed. Madras.Catecismo Maçônico. Rizzardo da Camino. Ed. Madras.Iniciação Maçônica. Rizzardo da Camino. Ed. Madras.
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Você acha que o cristão pode ser um maçom?

Como podemos identificar uma seita?



Para identificar uma seita é necessário conhecer quais são as suas doutrinas, o que ela ensina e quais os pontos dogmáticos. Depois, basta lembrar-se das quatro operações matemáticas. Pode parecer estranho, mas o modo mais fácil de identificar uma seita é usando a matemática.


Todos nós sabemos que na matemática existem quatro operações básicas, que são: adição, subtração, divisão e multiplicação. E são por estas operações que vamos identificar uma seita.


Neste Estudo, vamos estudar como as seitas usam a adição.


ADIÇÃO

soma é uma operação simples que adiciona alguns números para se chegar a um resultado.


Ex: 1+1 = 2


Muitas seitas também fazem o mesmo: adicionam alguma coisa para chegar a um resultado. Elas adicionam um livro, uma ação, um ritual, etc...


Algumas seitas adicionam algo para que a pessoa consiga a salvação (geralmente, “Boas Obras”) e afirmam que, sem elas, ninguém pode ser salvo. Até reconhecem que temos que aceitar Jesus, mas isto não é suficiente.


EX: Boas Obras + Aceitar Jesus = Salvação.


Então, adiciona-se algo para chegar a um resultado. Sabemos que a salvação é pela Graça, e não pelas boas obras. Para ser salvo devemos apenas aceitar Jesus como o nosso Salvador (João 3:16 / Apoc. 1:5), crer no sacrifício vicário de Cristo e crer que o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado.


Não nos purificamos pelas boas obras, mas pelo sangue de Cristo. Então não se podem adicionar as boas obras para conseguir a salvação. Por mais que ela seja um resultado do nosso relacionamento com Cristo, não podemos dizer que sem elas não podemos ser salvos.


Outro exemplo claro é que alguns cristãos adicionam o Batismo para alguém ser salvo. Se a pessoa não se batizar, para alguns cristãos, ela não é salva. Isto não é verdade (veremos alguns desses assuntos durante os nossos estudos).


Vamos ver como esta adição acontece nas seitas: As seitas adicionam algo à Bíblia.


Sabemos que a Bíblia é a palavra de Deus. Ela é suficiente para levar o homem ao conhecimento da verdade, para corrigi-lo dos seus erros e para ensiná-lo o caminho para a salvação.


II Timóteo 3:16-17 – “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra.”


Jesus deu crédito às Escrituras Sagradas. Ele citava as Escrituras e venceu o diabo dizendo “Está Escrito...” e disse ainda que elas dão testemunhos dEle.


João 5:39-40 – “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim; mas não quereis vir a mim para terdes vida.”


Existem diversos textos que demonstram que a bíblia é suficiente para levar o ser humano à salvação – Jesus. Confira: O Salmista deixou registrado que ela é luz para os nossos caminhos:


Salmos 119:105 – “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho”.


Entretanto, muitas seitas adicionam algo à Bíblia para que ela venha a ter valor, mesmo dizendo que acreditam e crêem na Bíblia.


ADVENTISMO – Livros de Ellen White + Bíblia
O Adventismo do Sétimo Dia adiciona os livros de Ellen White para os seus adeptos. Eles acreditam e declaram que os seus livros são inspirados como os livros bíblicos e que têm mesma autoridade que os livros da Bíblia.

Veja - Revista Adventista, Fevereiro, 1984, p.37: “Cremos que Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo, e seus escritos, o produto dessa inspiração, têm aplicação e autoridade especial para os adventistas do sétimo dia. Negamos que a qualidade ou grau de inspiração dos inscritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas”.
Adicionar os livros da profetisa à Bíblia é uma característica de uma seita.

TESTEMUNHA DE JEOVÁ (TJs) – Obras + Fé em Jeová + Corpo governante

Para os TJs, não basta crer em Jesus. Para eles, é necessário ter mais fé em Jeová, realizar as boas obras e estar dentro das testemunhas de Jeová, porque crêem que sem estar inserido neles, não existe salvação.

MÓRMONS – Salvação = Batismo + crença em Jesus + Observância das leis

Para os mórmons, a salvação é um conjunto de situações. Não basta só crer em Jesus, mas também ser batizado, observar as leis e receber o consentimento do líder – Joseph Smith (ninguém entrará no céu sem o consentimento dele).
Os mórmons ensinam também que existe possibilidade de salvar alguém que já morreu através do batismo substitutivo. Alguém pode ser batizado por outra pessoa, mesmo que esta pessoa já tenha falecido. O batismo se torna vicário e salva mesmo assim.
Sabemos que a salvação vem através do sacrifício vicário de Cristo, e não por batismo. O batismo é apenas um testemunho público e pessoal de que a pessoa aceitou Jesus Cristo como o seu Senhor e Salvador.
Como alguém que já morreu pode dar um testemunho de sua decisão pública?
A salvação é pessoal, ou seja, não existe nenhuma possibilidade de ser salvo se não for por decisão própria.

O batismo não salva ninguém, mas o sangue de Jesus, sim, purifica o homem do seu pecado.

João 3:16 – “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
Para a salvação é necessário crer – e crer - é um ato pessoal e deve ser feito em vida.
Jesus é o caminho para a salvação, e não o batismo. Para chegar a Deus é necessário ter Jesus como o seu Senhor.

João 14:6 – “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.”

Mateus 20:28 - “Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos”.

Apocalipse 1: 5 – “E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos
mortos e o Príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados.”

O sangue de Cristo nos purifica de todo pecado.

ESPIRITISMO – Salvação = Boas obras + Reencarnação

O espiritismo ensina que a purificação dos pecados vem por meio de boas obras. A Bíblia nos ensina que é por meio da Graça que somos salvos. Graça é um favor imerecido, um ato que foi nos dado sem merecer pelos nossos próprios méritos. Isto também é adicionar algo a salvação.
Romanos 3:23 – “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua justiça por ter ele na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus”.
EVANGELHOS DA BÍBLIA + Evangelhos segundo Allan Kardec.
Se a Palavra de Deus foi inspirada pelo Espírito Santo, os Evangelhos estão dentro desta inspiração e não precisamos de nenhum outro evangelho.
O espiritismo dá aos seus seguidores o evangelho segundo Allan Kardec. Mas sabemos que mesmo se um anjo descesse do céu e pregasse outro evangelho, ainda não seria o mesmo.
Gálatas, 1:8 - “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema.”
Espero que você tenha entendido como as seitas usam a adição. No nosso próximo estudo, saberemos como as seitas usam a subtração.

Deu na mídia - Bispo francês condena preservativo e diz que vírus da Aids é menor que espermatozoide.

colaboração para a Folha Onlineda France Presse
Um bispo católico francês provocou a indignação de autoridades médicas ao questionar nesta sexta-feira a utilidade dos preservativos contra o vírus da Aids, depois da polêmica desencadeada pelas declarações do papa Bento 16 na África.
"Vocês e os cientistas sabem muito bem: o tamanho do vírus da Aids é infinitamente menor do que um espermatozoide. Está provado que o preservativo não protege 100% contra a Aids", disse André Fort, bispo de Orleans, em entrevista a rádio local Francia.
"Nos maços de cigarros está escrito 'perigo'. Nas caixas de preservativos deveria ser possível ler 'confiabilidade limitada", acrescentou o bispo. A declaração suscitou a indignação de várias autoridades médicas e daqueles que trabalham na luta contra a Aids.
"Estou consternado com essas declarações, ao mesmo tempo como médico, como cientista e como médico católico", disse Jean-Francois Delfraissy, diretor da Agência Nacional Pesquisas sobre Aids, à France Info.
A afirmação do bispo de Orleans é "completamente falsa. Temos dados que mostram que é fato que o preservativo é fundamental para bloquear a transmissão do vírus da Aids durante as relações sexuais", acrescentou Delfraissy.
A polêmica ocorre uma semana depois que o papa Bento 16 declarou, antes de realizar uma viagem pela África, continente devastado pela Aids, que não se podia "resolver o problema da Aids [...] com a distribuição de preservativos" e que, "pelo contrário", seu "uso agrava o problema". As declarações suscitaram uma chuva de críticas ao Papa por parte de médicos e autoridades políticas.

Testemunha de Jeová - A QUESTÃO DO SANGUE E A BÍBLIA.

O que devo fazer?



Meu filho está respirando com muita dificuldade. Sua contagem sangüínea está perigosamente baixa. Seu ritmo cardíaco já é de 200p/min, e está aumentando.




Os médicos nos disseram que se não houver uma transfusão, ele morrerá de insuficiência respiratória e parada cardíaca. Expansores de plasma não ajudarão a esta altura, ele precisa de mais glóbulos vermelhos. Horrivelmente pálido e com os olhos muito abertos, ele olha para mim e sussurra: “Ajude-me, papai”.


Devo deixar meu filho morrer, baseado na palavra de uma organização que tem freqüentemente mudado sua opinião sobre transplante de órgãos, vacinas, deveres civis?




Devo deixar meu filho, a minha criança, morrer?



É isto realmente que Jeová espera que eu faça? Como me sentirei se a proibição do sangue finalmente se tornar apenas mais uma velha doutrina da STV (Sociedade Torre de Vigia)? Serei capaz de me perdoar?




Esse deve ter sido o dilema na mente de algumas testemunhas-de-jeová quando teve de se deparar com a necessidade clínica da transfusão ou reposição sangüínea.




Quando a transfusão de sangue foi proibida pelo Corpo Governante, grupo de lideranças internacionais das testemunhas-de-jeová, a vacinação e a inoculação de soros já eram proibidas.



Com base em Atos 15.20,29, “Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue...”, afirmaram que a transfusão de sangue também era antibíblica, pois era o mesmo que comer o sangue.




Como tudo que é definido arbitrariamente por esse grupo de “teólogos”, esse ensinamento absurdo também foi amplamente aceito e divulgado inquestionavelmente pelos membros dessa seita em todo o mundo, gerando forte reação por parte da classe médica e das autoridades governamentais. Mas nada disso fez que mudassem de opinião.




Basicamente, a STV (Sociedade Torre de Vigia), sede mundial das testemunhas-de-jeová no Brooklin (EUA), argumentou este ensinamento da seguinte maneira: “Um paciente no hospital pode ser alimentado pela boca, pelo nariz ou pelas veias. Quando soluções de açúcar são dadas por via intravenosa, isso é chamado alimentação intravenosa. Portanto, a própria terminologia do hospital reconhece como alimentação o processo de colocar nutrição em nosso sistema pelas veias. Conseqüentemente, o enfermeiro que administra a transfusão está alimentando o paciente com sangue por via intravenosa, e o paciente que recebe o sangue está comendo pelas veias”(The Watchtower (A Sentinela) – 1º de julho de 1951, p. 415 – em inglês).



Atualmente, a STV traz o mesmo ensinamento, estabelecendo entre seus membros (sócios) que toda a recepção interna de substância orgânica de outro ser vivo, inclusive o sangue, não difere em nada de qualquer refeição feita naturalmente por via oral.



Outra analogia que usam para estabelecer a idéia de que a transfusão intravenosa é o mesmo que a ingestão de sangue diz: “Algumas pessoas podem raciocinar que receber uma transfusão de sangue realmente não é comer. Mas não é verdade que quando um paciente está impossibilitado de comer pela boca, os médicos freqüentemente alimentam-no pelo mesmo método que uma transfusão de sangue é administrada? Examine as Escrituras cuidadosamente e note que elas nos dizem para nos mantermos livres de sangue e nos abstermos de sangue (At 15.20, 29). O que significa isso? Se um médico lhe dissesse para se abster de álcool, será que isso significaria simplesmente que você não deveria tomar álcool pelo meio natural, ou seja, pela boca, mas que poderia transfundi-lo diretamente nas suas veias? É claro que não! Assim também se abster de sangue significa não introduzi-lo nos nossos corpos de modo nenhum” ( The Watchtower (A Sentinela) – 1º de junho de 1969, pp. 326-327 - em inglês).



Uma pessoa desavisada que for abordada com essas argumentações e exemplos, certamente ficará muito confusa e será facilmente seduzida, pois parecem muito racionais. Mas se submetermos esses argumentos a uma contra-refutação, logo perceberemos o quanto são frágeis e desprovidos de lógica e honestidade intelectual.



Vejamos: Vamos considerar dois pacientes em um hospital. Um deles com grave desnutrição e o outro, vítima de um terrível acidente no qual perdeu muito sangue. Se transfusão de sangue é o mesmo que alimentação via oral, ou vice-versa, conforme afirmam as testemunhas-de-jeová, poderia um médico salvar esses pacientes ministrando uma rica e equilibrada refeição ao acidentado e uma vigorosa transfusão de sangue ao pobre desnutrido? É obvio que não!




Qualquer médico de bom e são juízo, submeteria a vítima de acidente a uma imediata reposição sangüínea e ao paciente desnutrido seria ministrada uma alimentação rica em nutrientes necessários à sua reabilitação física.



Isso prova definitivamente que transfusão intravenosa não é o mesmo que ingestão via oral, como fazem parecer as testemunhas-de-jeová. O sangue, pelo sistema circulatório, leva a todos os órgãos do corpo humano oxigênio e nutrientes vitais, indispensáveis à vida, mas não pode substituir os alimentos digeridos pelo processo digestivo natural. (veja em nosso site-www.icp.com.br simulação da circulação sangüínea - esta matéria também é retirado deste site).



O Corpo Governante adotou ainda o argumento do médico Jean Baptiste Denys, do século XVII, um dos pioneiros na técnica de transfusões, que se pronunciou da seguinte forma:“Ao realizar uma transfusão, isso nada mais é do que nutrir por meio de um caminho mais curto do que o normal, ou seja, colocar nas veias sangue já feito em vez de tomar alimento, que só depois de várias mudanças se transforma em sangue” (The Watchtower (A Sentinela) – 15 de setembro de 1961, p 558 - em inglês0.



A citação de Denys, todavia, não encontra hoje sequer apoio entre os médicos ligados à STV, visto que o juramento que se faz quando se conclui um curso de medicina isenta o formando de quaisquer vínculos religiosos, restando-lhe apenas responder da forma mais responsável possível pelas vidas que lhe forem confiadas no transcurso de sua carreira que será fatalmente quebrada se obedecerem tal determinação da STV. Ou seja, em vez de salvarem uma vida, poriam a mesma a perder. Qualquer pessoa sabe que para o sangue se tornar alimento deve ser ingerido como tal, ingressando no organismo pela boca, descendo até o aparelho digestivo, onde será processado e transformado, em sua parte proveitosa, em nutrientes. Efeito que não se alcança na transfusão intravenosa.




Todos esses absurdos engendrados pelo Corpo Governante formaram um obstáculo quase que intransponível na história das Testemunhas de Jeová, uma vez considerada a hipótese de se extinguir tal doutrina, como ocorreu no passado com a proibição da vacina e do transplante de órgãos, agora liberados.




Obviamente, quando isso acontecer, a STV se defrontará com um colapso sem precedentes entre seus membros em todo o mundo. Dada tamanha problemática, não é de se estranhar a ânsia encontrada nas publicações das Testemunhas de Jeová sobre a possibilidade, hoje real, da confecção de sangue artificial.



O que foi permitido e o que foi proibidoPara que possamos entender melhor esse assunto, analisaremos, a seguir, detalhadamente, todo o processo no tocante a esta questão da transfusão e o quanto há de contradições no mandamento da STV. Abaixo, a tabela composta pelas Testemunhas de Jeová sobre a composição do sangue:




Os principais componentes do sangue (Despertai, 22 de outubro de 1990. (falta pagina) .



• Plasma: Cerca de 55% do sangue. É constituído por 92% de água, o resto é constituído por proteínas complexas, tais como globulina, fibrinogênio e albumina.
• Plaquetas: cerca de 0.17% do sangue.
• Glóbulos Brancos: cerca de 1%.• Glóbulos Vermelhos: cerca de 45%.




Assim, o Corpo Governante passa a classificar as substâncias contidas no sangue como maiores ou menores, o que, notadamente, revela a forma arbitrária e irresponsável com a qual a STV trata seus seguidores.




Fica claro, ainda, que este “escape” teve de ser providenciado para que se reduzisse o número de baixas entre seus seguidores. Tal “providência”, obviamente, foi tomada de forma sutil para não despertar a indignação dos inúmeros adeptos da seita que, por obediência aos dirigentes internacionais, sepultaram muitos entes queridos, os quais não teriam morrido se não houvesse tão equivocada interpretação.



1. A questão do plasma



A inconsistência da política doutrinária da STV quanto a componentes aceitáveis e não aceitáveis é bem ilustrada pela sua política quanto ao plasma. Como se pode ver nas informações extraídas da edição de 22 de outubro de 1990 da revista Despertai! (ver p. 49), o plasma constitui cerca de 55% do volume do sangue. Evidentemente, segundo o critério do volume, é colocado na lista de “componentes maiores”, assim proibidos pela Torre de Vigia.




No entanto, o plasma é formado por 92% de água simples, o que nos leva a perguntar: quais são os componentes dos aproximadamente 8% restantes? Os principais são albumina, globulina (da qual as imunoglobulinas são as partes mais importantes), fibrinogênio e fatores de coagulação (usados nas soluções hemofílicas). Estes são precisamente os componentes que a organização põe na lista dos que são permitidos aos seus membros!




Veja leitor o absurdo! O plasma, como um todo, é proibido, apesar de seus componentes principais serem permitidos, desde que sejam introduzidos no corpo separadamente.




É como se alguém fosse proibido pelo médico de comer sanduíches de queijo e presunto, mas se separar os componentes do sanduíche, ou seja, o pão, o queijo e o presunto, então poderá comê-los. Uma lógica que apenas as vítimas da STV conseguem aceitar.



2. A questão dos leucócitos



Os leucócitos, muitas vezes chamados de “células brancas do sangue” (glóbulos brancos), também são proibidos. Na realidade, o termo “células brancas do sangue” é muito relativo, pois a maioria dos leucócitos existe de fato fora do sistema sangüíneo. O nosso corpo contém aproximadamente 2 a 3 quilos de leucócitos, e apenas cerca de 2 a 3% dos leucócitos estão no sistema sangüíneo. A porcentagem restante (cerca de 97% a 98%) está espalhada por todo o tecido do corpo, formando o sistema de defesa (ou imunológico).




Dado tal aspecto e considerando que a STV passou a autorizar o transplante de órgãos, há nessa mudança de opinião outra contradição, uma vez que, em um transplante, o paciente pode receber muito mais leucócitos do que em uma transfusão de sangue.




A ausência de quaisquer bases morais ou lógicas para essa proibição é também vista no fato de o leite humano conter leucócitos, e, de fato, há mais leucócitos em um litro de leite do que se pode encontrar em um litro de sangue. O sangue contém de 4 a 11 mil leucócitos por milímetro cúbico, enquanto o leite materno pode conter, durante os primeiros meses de aleitação, até 50 mil leucócitos por milímetro cúbico. Isto representa entre cinco a doze vezes mais do que a quantidade presente no sangue. E agora? Os bebês das testemunhas-de-jeová também mamam.




3. A proibição ao armazenamento de sangue



Outra contradição gritante é o fato de a STV utilizar a lei de Moisés como fundamento para proibir a reposição de sangue. Com base em Deuteronômio12.16, afirma que todo o sangue deve ser derramado no chão, e que é contrário à Bíblia o seu armazenamento, como acontece nos respectivos bancos de coletas.




Diante dessa questão, considere agora os fatos seguintes com respeito aos componentes do sangue aceitos pela STV, ela cai em sua própria armadilha:




• Componente Albumina – A albumina permitida pelas testemunhas-de-jeová é usada principalmente em tratamentos relacionados com queimaduras e hemorragias graves. Uma pessoa com queimadura de terceiro grau em 30% a 50% do corpo, necessita de 600 gramas de albumina. São necessários entre 10 e 15 litros de sangue para produzir essa quantidade




.• Componente Imunoglobina – A situação é semelhante no caso da imunoglobina (anticorpos). Para produzir anticorpos em quantidade suficiente para uma vacina que as pessoas (incluindo as testemunhas-de-jeová) que viajam para certos lugares devem tomar como proteção contra a cólera, são necessários perto de 3 litros de sangue como fonte do fornecimento. Isto é ainda mais sangue do que geralmente se emprega em uma transfusão. E, de novo, os anticorpos são extraídos de sangue armazenado.




• Componentes preparados hemofílicos – Por último, os preparados hemofílicos. Antes de essas substâncias começarem a ser usadas, o tempo médio de vida de um hemofílico, na década de 40, era 16 anos e meio. Hoje, graças a essas substâncias derivada do sangue, um hemofílico pode alcançar o tempo normal de vida. Para produzir essas substâncias, estima-se que são necessários 100 mil litros de sangue armazenado.




Perguntamos, então: porque a STV aceita que seus membros se beneficiem desses tratamentos, uma vez que, para isso, são utilizadas grandes quantidades de sangue armazenado, doado voluntariamente por milhares de pessoas movidas simplesmente por um ato de solidariedade, gesto este não repetido por nenhuma testemunha-de-jeová? Isso é justo?
Dando as costas para Deus?



A publicação das testemunhas-de-jeová intitulada Raciocínios à base das Escrituras, quando apresenta seus argumentos quanto à transfusão de sangue, descrevendo o tratamento que deve ser dado àqueles que os indagam dizendo: “O que fará se um médico disser: Morrerá se não tomar transfusão”, sugere como resposta: “Se a situação for realmente tão grave, poderá o médico garantir que ele não morrerá se tomar sangue? [...] Mas há alguém que pode restituir a vida à pessoa, e esse é Deus. Não acha que, quando a pessoa enfrenta a morte, seria uma péssima decisão dar as costas a Deus, violando a sua lei? Eu tenho realmente fé em Deus, e você?” ( Raciocínios a base das Escrituras. STV. 1985, p. 348).



O próprio Jesus Cristo deu exemplo de uma pessoa que, para não desfalecer faminto, transgrediu a Lei e ficou sem culpa. Trata-se de Davi. Ao chegar ao sacerdote Aimeleque, ele e seus companheiros tomaram dos pães da proposição (os quais, segundo Marcos 2.25-26, não era lícito que Davi e seus homens comessem - 1Sm 21.6) e rememoraram a Lei descrita em Levítico 24.5-9.




Ainda na referida obra, Raciocínios à base das Escrituras, sugerem o seguinte como resposta: “Isso talvez signifique que ele não saiba tratar do caso sem uso de sangue. Quando possível, procuramos pô-lo em contato com um médico que tenha a experiência necessária, ou então procuramos outro médico”. (Raciocínios a base das Escrituras. STV. 1985, p. 348).




Como é sabido, a inobservância das diretrizes ditadas pela STV implica em sérias punições para seus sócios, o que acaba levando muitos deles a tomarem atitudes que beiram à loucura, quando seguem rigorosamente essas normas.




Baseada na hipótese de o receptor correr o risco de contaminação pelo vírus HIV na transfusão e/ou reposição sanguínea, amedronta ainda mais seus membros. A exploração apelativa dessa remota possibilidade tem afetado, não somente entre seus seguidores, mas na sociedade como um todo, a boa vontade e caridade de muitos que sinceramente desejam ajudar seu semelhante, doando daquilo que possui como bem físico maior.



Alguns artigos destacados pela organização das testemunhas-de-jeová: “O sangue tornou-se um negócio de dois bilhões de dólares por ano. A busca de lucros relacionados com ele resultou numa gigantesca tragédia na França. Sangue contaminado com o vírus HIV causou a morte de 250 hemofílicos por doenças ligadas à AIDS, e centenas mais foram infectados”. (The Boston Globe, 28 de outubro de 1992, p. 4).



“Uma aliança maligna de negligência médica e ganância comercial levou à morte cerca de 400 hemofílicos alemães, e pelo menos mais 2000 foram infectados com sangue contaminado com o HIV”. (Guardian Weekly, 22 de agosto de 1993, p. 7)


“O Canadá teve também o seu escândalo do sangue. Estima-se que mais de 700 hemofílicos canadenses tenham sido tratados com sangue infectado com o HIV. O governo foi alertado em julho de 1984 de que a Cruz Vermelha estava distribuindo sangue contaminado com AIDS a hemofílicos canadenses, mas os produtos de sangue contaminado só foram retirados do mercado um ano depois, em agosto de 1985”. (The Globe and Mail, 22 de julho de 1993, p. A21, e The Medical Post, 30/03/1993, p. 26 em Despertai!, 22 de maio de 1994, p. 31)



Poderíamos, então, perguntar a uma testemunha-de-jeová: por que você teme tanto esse risco de contaminação? Não foi você mesma que afirmou, minutos atrás: “...Eu tenho realmente fé em Deus...”? (Raciocínios a base das Escrituras. STV. 1985, p. 348).




Para demonstrar o quanto é falso esse temor induzido pela STV em seus membros, apresentamos na página seguinte o quadro comparativo do grau de risco fatal que se encontra na transfusão e em outros procedimentos médicos:




Como se nota, uma dose de antibiótico à base de penicilina para tratar uma mera infecção de garganta pode, caso não haja a prudência do teste prévio, levar o organismo a uma reação fatal ou a seqüelas, um risco 22 vezes maior do que o ato de transfusão de sangue, o que demonstra mais uma incoerência das Testemunhas de Jeová.




O veredicto bíblico



Com a finalidade de proibir a transfusão e a reposição de sangue, a STV faz uso indevido de Gênesis 9.4: “Somente a carne com sua alma – seu sangue – não deveis comer”, e Atos 15.20: “Mas escrever-lhes que se abstenham das coisas poluídas por ídolos, e da fornicação, e do estrangulado, e do sangue”. Versículos que tratam da proibição do uso de sangue animal na alimentação, afirmando que aceitar sangue de qualquer modo é o mesmo que comê-lo. Todavia, o contexto desses versículos esclarece que jamais poderia ele ser usado isoladamente para a discutida finalidade. Aos cristãos ficou apenas estabelecido que se abstenham do uso de sangue como comida.




Esses versículos também sofreram uma interpretação errônea quando utilizados para proibir a vacinação, que permaneceu “fora do alcance” das testemunhas-de-jeová por muito tempo11. Mantiveram esse posicionamento por mais de 20 anos, quando então o aboliram em A Sentinela de janeiro de 1954, p.15.




Quanto ao transplante de órgãos, A Sentinela de 1 de junho de 1968, p. 349, considera esse procedimento médico tão repugnante quanto o canibalismo, uma prática comum entre os povos bárbaros.




Está suficientemente claro para qualquer leitor da Bíblia, por mais simples que seja, que as citações bíblicas de Atos 15.20, Gênesis 9.4 e Levítico 17.10-14 referem-se, em um primeiro momento, à proibição de comer sangue de animal. Jamais esteve em foco a idéia de comer sangue humano.




A Bíblia não permite o canibalismo, isto é, o ato de comer carne humana, muito menos o ato de comer sangue humano. E mesmo o conceito médico de alimentação endovenosa, utilizado pelas Testemunhas de Jeová, pode até ser “alimentar”, mas não é comer, o que escapa da proibição objetiva da Palavra de Deus.




Considere-se, ainda, que a técnica de transfusão ou reposição não se enquadra no ato de consumo intencional por parte daqueles que o fazem por meio dos gêneros alimentícios que levam sangue em sua receita, como no caso do chouriço (mistura de sangue suíno acrescido de açúcar). Um doador e um receptor jamais cogitam que o sangue doado será objeto de solução para famintos. Antes, terá o nobre propósito de salvar a vida daquele que se vê necessitado dele para fins estritamente medicinais.




Em uma consideração mais teológica, o motivo pelo qual Deus vetou aos homens o consumo de sangue está diretamente relacionado à santidade que este fluído possuía, em especial nos rituais sacrificais do tabernáculo, observando que a regra remonta aos tempos de Noé (Gn 9.4), quando se acha frisado que a vida do animal reside em seu sangue. Esta mesma santidade deriva do fato de que era o sangue que Deus exigia para si como forma de expiação de pecados. O sangue era apresentado no altar do Senhor.




Ainda neste âmbito, todo homem era obrigado a derramar o sangue de um animal que não prestasse para o sacrifício. Uma vez que todo o sangue fosse derramado no chão, deveria ser coberto com pó, conforme rege Levítico 17.13.




Em contestação aos conceitos da STV, encontramos nas palavras do Senhor Jesus, em João 15.13, uma contundente declaração de que, se assim for necessário, a própria vida de alguém deve, como prova de extremo amor, ser entregue por seus amigos, declaração que se acha anotada com semelhante teor na TNM, onde se lê: “Ninguém tem maior amor do que este, que alguém entregue a sua alma (vida) a favor de seus amigos”.




Essa expressão está em perfeita conformidade com toda a doutrina sacrifical descrita no Velho Testamento, quando, segundo a Lei, o transgressor, a cada pecado cometido, deveria apresentar ao sacerdote, de acordo com o seu erro, um animal que se encaixasse nas especificações da Lei Mosaica para que, por meio de sua morte, o derramamento do sangue pudesse atender ao propósito da expiação, pagando o animal pelo erro de seu ofertante, conforme ensina também o Novo Testamento: “Sim, quase todas as coisas são purificadas com sangue, segundo a Lei, e a menos que se derrame sangue, não há perdão” (Hb 9.22). Ainda nos vv. 16-18, atesta-se que há necessidade de o testador morrer para que seu testamento tenha validade, constatando-se no v. 18 que mesmo a primeira aliança foi sancionada com sangue.




Nesse aspecto, contrariamente à visão das testemunhas- de-jeová, a doação de sangue recebe, em toda sociedade, o mais alto conceito de sentimento de humanidade e amor ao próximo, características que devem ser obrigatoriamente encontradas entre os que se dizem cristãos.




No que diz respeito ainda às ações humanitárias, vemos Tiago, em sua epístola universal, reprovando duramente aqueles que, tendo consciência de suas responsabilidades, deixam de beneficiar seu semelhante com seus favores. Segundo o autor, pecam os que têm consciência do benefício que devem executar em favor de seu semelhante e não o fazem (4.7). Posição esta que se equipara à citação de Cristo na parábola do servo vigilante (Lc 12.35-48). A vontade de Jesus é que “amemos o próximo como a nós mesmos” (Mt 22.39).




Entendemos, portanto: não há nenhuma passagem bíblica que regulamente a questão de transfusão e reposição de sangue. Além disso, a própria Bíblia diz que “onde não há lei não há transgressão” (Rm 4.15).
 
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